Essas duas palavras parecem tão sinônimas, mas seus significados são totalmente diferentes. O que é estar envolvido? E o que é estar comprometido? Vamos entender um pouco melhor.
Comprometimento, segundo dicionário Aurélio, é fazer assumir compromisso. Estar comprometido é fazer não apenas a sua parte, mas contribuir para que toda a equipe tenha um resultado positivo. É ser participativo. Ir além das expectativas do seu chefe. Um profissional que é comprometido e altamente engajado no que se propõe a fazer é sente-se motivado para que possa “mergulhar” no trabalho, se entregando de corpo e alma, e assim, apresenta resultados mais do que esperados.
Já o profissional envolvido possui, acima de tudo, uma preocupação com o seu nome e com sua reputação, dando assim, uma atenção toda especial no que tange à sua carreira profissional; por conseguinte, realiza suas atribuições com muita responsabilidade e participa de modo ativo no que se propõe a fazer, uma vez que tem um nome a zelar. Se pararmos para pensar, veremos que as pessoas envolvidas dançam conforme a música, ou seja, seguem à risca aquilo que lhes é conferido, uma vez que a responsabilidade pelo feito é sempre do outro e nunca delas.
Um profissional comprometido atua como intra-empreendedor, isto é, cuida da empresa como se fosse sua, é um profissional proativo, “antenado”, atuando sempre de forma a interferir e a realizar mudanças em prol da melhoria contínua, contribuindo então, para com o desenvolvimento e crescimento da empresa.
Talvez possamos dizer que ser envolvido é fazer o que as pessoas mandam e ser comprometido é fazer o de que as pessoas precisam. Devemos ter em mente que o nosso sucesso e o sucesso da organização dependem da forma como se constroem valores. Portanto, o sucesso ou o fracasso são responsabilidades de ambos.
Porém, como quem faz a empresa são as pessoas, acabamos sendo analisados e avaliados constantemente por nossos parceiros e colegas e, nesse caso, podemos dizer ainda que envolvimento e comprometimento estão ligados às ações de compreensão ou de julgamento que as pessoas fazem de si mesmas e uns com os outros baseados em fatos e ações, e dependendo do comportamento adotado, poderá reproduzir o sucesso ou o fracasso de nós mesmos.
Pare e questione: sou comprometido ou envolvido com minha empresa? Lembre-se de que comportamento não é aquilo que você faz, mas aquilo que as pessoas observam daquilo que você faz, portanto, o que as pessoas estão observando de você. Será que você está empenhando o que você realmente pode? Ou será que você ainda não empenhou o seu TUDO?
Uma vez vendo um filme “O Diabo veste Prada”, comecei a perceber o comportamento da atriz principal; ela se dizia totalmente comprometida com seu trabalho, pois trabalhava até tarde, se desdobrava para atender sua chefe e seu valor nunca era reconhecido. Muito bem. A partir do momento em que sua diretora chamou-lhe a atenção, ela se tornou uma outra mulher, no modo de se vestir, de atuar, de resolver os problemas. Nada era impossível para ela. Portanto, ela era envolvida com seu trabalho e no final ficou totalmente comprometida com ele.
É exatamente isso que toda empresa espera do seu colaborador: ser comprometido, se doar totalmente, ser analítico, crítico, questionador e acima de tudo, ser um VENCEDOR
Por Eliane Cabral
domingo, 24 de maio de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
SEGURANÇA NO CANTEIRO, GASTO DISPENSÁVEL OU UM BEM COMUM?
A construção civil ocupa o terceiro lugar no ranking dos setores da economia brasileira com maior índice de acidentes, ficando atrás somente do setor de serviços e da indústria, no entanto, a grande maioria das empresas trata a segurança do trabalho como um gasto desnecessário.
A desinformação aliada ao conceito ultrapassado por parte dos empregadores que os gastos com segurança não trazem retorno, aumentam não só o registro de acidentes, como também, impossibilita uma melhor produtividade por parte dos profissionais de segurança.
Vale salientar que "tudo que acontece com o funcionário é responsabilidade de quem o contratou" e o desconhecimento ou negligência das normas de segurança não exime os empresários da responsabilidade.
Devo enfatizar também que, os acidentes de trabalho nos canteiros acontecem e muitos infelizmente em obras de pequeno e médio porte, muitas vezes em situações clandestinas, não contabilizando desta forma as estatísticas atuais.
Portanto, o primeiro passo para reduzir o número de acidentes e mortes na Construção é, encarar a situação como emergencial, de forma a conscientizar a todos que segurança do trabalho não é um gasto dispensável e sim um bem comum.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
PLATAFORMAS EM CHAMAS REACENDE INCERTEZAS NA EXPLORAÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS
Os Acidentes ocorridos nas plataformas P-20 Petrobras e navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus no Espirito Santo reacendem a chama da insegurança nas plataformas de petróleo offshore.
A exploração de petróleo em águas profundas não só apresenta riscos ambientais incalculáveis, como também não oferece com os investimentos atuais, segurança para os trabalhadores embarcados. Fala-se muito da viabilidade econômica do pré-sal e os louros que nos colocariam entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo, entretanto se esquecem das possíveis e imprevistas falhas geológicas, os riscos de vazamentos e os processos inseguros quanto a reparação e quebra de equipamentos.
O que ocorreu na P-20 é o resultado de inúmeros acidentes de pequenas proporções, controlados e no entanto, não sanados. Tais acidentes poderão vir a repetir-se pela inexistência de uma estrutura básica que possibilite um funcionamento adequado, somados a irresponsabilidade de nossas autoridades que, mais preocupadas com os royalties e as partilhas tratam com desdém a segurança nas plataformas de petróleo offshore
domingo, 28 de dezembro de 2014
A MARAVILHA DA ENGENHARIA
Troll A é uma plataforma em alto mar de gás natural localizada no campo de gás Troll na costa oeste da Noruega. É a mais alta construção que já foi transferida para outra posição em relação à superfície da Terra.
A plataforma tem uma altura total de 472 metros, pesa 683.600 toneladas (1,2 milhões de toneladas, com lastro) fica a 303 metros abaixo da superfície do mar com pernas cilíndricas de concreto.
As paredes da Troll A, apresenta pés de 1 metro de espessura e para estabiliza-la no leito marinho foi preciso enterrar a 35 metros no fundo. Para se deslocar do convés principal até sua base o elevador gasta 9 minutos. Na construção, 2000 mil operários trabalharam dia e noite durante 4 anos.
Em 1996 a plataforma foi considerada pelo Guinness World Record como a maior plataforma de gás offshore.
sábado, 13 de dezembro de 2014
COMPORTAMENTO COMPLEXO E ABRANGENTE
Concluir que determinado acidente de trabalho ocorre apenas por ato inseguro, é de fato, uma volumosa contribuição na mumificação, quanto ao aspecto científico da Segurança do Trabalho.
Na realidade Acidente do Trabalho deve ser investigado como produto da forma pela qual o ser humano interage com o meio que o cerca; com máquinas, equipamentos, companheiros de trabalho e sociedade, esse ambiente deve ser interpretado como o conjunto das substâncias e circunstâncias em que ocorre determinada ação.
Desta forma, a ocorrência do acidente passaria a ser estudada a partir do ponto de vista do comportamento inseguro, sendo esse campo mais complexo e de amplitude abrangente
foto: Agencia creAds Advertising. Ministério do trabalho de Cingapura.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
ACIDENTES COM MÁQUINAS EM AMBIENTE DE TRABALHO PODEM GERAR LESÕES GRAVES OU ATÉ MESMO AMPUTAÇÕES.
De acordo com dados Hospital João XXIII, em 2013 foram 1.016 pacientes com esse tipo de acidente no trabalho, enquanto nos dois primeiros meses deste ano já foram atendidas 141 trabalhadores.
O trabalho com máquinas e equipamentos constitui uma das atividades que mais geram acidentes, lesões graves e amputações, ocasionando muitas vezes afastamento médico ou relocação de função. É o que afirma uma pesquisa divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o estudo, ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo. Aproximadamente 2,2 milhões deles resultam em mortes.
No Brasil, são 1,3 milhão de casos, que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. Segundo o estudo da OIT, o nosso país ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes por acidente de trabalho. Em primeiro lugar vem a China, depois Estados Unidos e Rússia.
Em Minas Gerais, segundo dados do Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, somente em 2013 foram notificados 1.016 pacientes envolvidos com acidentes no trabalho. Destes, 71.25% eram homens na faixa etária produtiva de 20 a 59 anos. Em janeiro e fevereiro de 2014, foram atendidos no hospital 141 pessoas pelo mesmo motivo, sendo 118 envolvidos com lesões graves ou amputações.
O último Anuário Estatístico da Previdência Social divulgado aponta que em 2012, foram registrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 705,2 mil acidentes de trabalho. Para o médico Sílvio Grandinetti, diretor de emergências do Hospital João XXIII, os acidentes com ferramentas manuais – as chamadas maquitas, serras utilizadas para cortar mármores e azulejos, são o principal motivo de fraturas e amputações nas mãos e dedos dos acidentados que chegam à unidade, seguidos das ocorrências com fogos de artifício. “A grande maioria destes acidentes ocorre no ambiente de trabalho, o que causa um elevado ônus para todas as partes. Os prejuízos são grandes não só para a vítima – que terá que desenvolver habilidades e talvez uma profissão que se adapte à sua nova realidade, mas também para a sua família e a Previdência Social, que irá arcar reabilitações e indenizações, fato que, diretamente, afeta toda a sociedade”, explica Dr. Sílvio Grandinetti.
O diretor de emergências do Hospital João XXIII lembra ainda que as atividades com máquinas agrícolas – a exemplo dos moedores de cana e tratores, também são responsáveis por grande número de acidentes que resultam em lesões graves, quase sempre perda total de membros, como pernas, braços e antebraços. “Os sinistros – como se chamam os resultados da imperícia do trabalhador acidentado por maquinário, muitas vezes são o resultado da insistência do próprio operador em fazer o aparelho funcionar quando ela está emperrada ou operando de forma incorreta”.
Para o médico, a principal causa deste tipo de acidentes é falta de equipamentos de segurança e treinamento inadequado, de modo a agilizar o serviço pretendido. “Em determinadas circunstâncias, a vítima sabe que está conduzindo a máquina de forma errada, porém o faz para terminar o trabalho mais rapidamente”, avalia. Outros motivos que causam acidentes, segundo o médico, são a fadiga, falta de atenção ou treinamento, e em alguns casos, uso de álcool e outras drogas e, até mesmo, preocupação com problemas pessoais, finaliza
por Wander Veroni Fonte: Rede Fhemig/Adapt foto: agência CreAds Advertising para o Ministério do Trabalho de Cingapura.
O trabalho com máquinas e equipamentos constitui uma das atividades que mais geram acidentes, lesões graves e amputações, ocasionando muitas vezes afastamento médico ou relocação de função. É o que afirma uma pesquisa divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o estudo, ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo. Aproximadamente 2,2 milhões deles resultam em mortes.
No Brasil, são 1,3 milhão de casos, que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. Segundo o estudo da OIT, o nosso país ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes por acidente de trabalho. Em primeiro lugar vem a China, depois Estados Unidos e Rússia.
Em Minas Gerais, segundo dados do Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, somente em 2013 foram notificados 1.016 pacientes envolvidos com acidentes no trabalho. Destes, 71.25% eram homens na faixa etária produtiva de 20 a 59 anos. Em janeiro e fevereiro de 2014, foram atendidos no hospital 141 pessoas pelo mesmo motivo, sendo 118 envolvidos com lesões graves ou amputações.
O último Anuário Estatístico da Previdência Social divulgado aponta que em 2012, foram registrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 705,2 mil acidentes de trabalho. Para o médico Sílvio Grandinetti, diretor de emergências do Hospital João XXIII, os acidentes com ferramentas manuais – as chamadas maquitas, serras utilizadas para cortar mármores e azulejos, são o principal motivo de fraturas e amputações nas mãos e dedos dos acidentados que chegam à unidade, seguidos das ocorrências com fogos de artifício. “A grande maioria destes acidentes ocorre no ambiente de trabalho, o que causa um elevado ônus para todas as partes. Os prejuízos são grandes não só para a vítima – que terá que desenvolver habilidades e talvez uma profissão que se adapte à sua nova realidade, mas também para a sua família e a Previdência Social, que irá arcar reabilitações e indenizações, fato que, diretamente, afeta toda a sociedade”, explica Dr. Sílvio Grandinetti.
O diretor de emergências do Hospital João XXIII lembra ainda que as atividades com máquinas agrícolas – a exemplo dos moedores de cana e tratores, também são responsáveis por grande número de acidentes que resultam em lesões graves, quase sempre perda total de membros, como pernas, braços e antebraços. “Os sinistros – como se chamam os resultados da imperícia do trabalhador acidentado por maquinário, muitas vezes são o resultado da insistência do próprio operador em fazer o aparelho funcionar quando ela está emperrada ou operando de forma incorreta”.
Para o médico, a principal causa deste tipo de acidentes é falta de equipamentos de segurança e treinamento inadequado, de modo a agilizar o serviço pretendido. “Em determinadas circunstâncias, a vítima sabe que está conduzindo a máquina de forma errada, porém o faz para terminar o trabalho mais rapidamente”, avalia. Outros motivos que causam acidentes, segundo o médico, são a fadiga, falta de atenção ou treinamento, e em alguns casos, uso de álcool e outras drogas e, até mesmo, preocupação com problemas pessoais, finaliza
por Wander Veroni Fonte: Rede Fhemig/Adapt foto: agência CreAds Advertising para o Ministério do Trabalho de Cingapura.
domingo, 7 de dezembro de 2014
A CIÊNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO
Entende-se a Segurança do Trabalho como a ciência que por meio de metodologias e técnicas apropriadas estuda as possíveis causas de acidentes.
A Visão do prevencionista "apenas" cumpridor de tarefas inexiste ante as evidências: O índice de acidentes, a complexa e acelerada engenharia de segurança e o mercado cada vez mais competitivo, impõe ao profissional da prevenção posicionamento e atitude de um verdadeiro cientista, essa realidade nos faz compreender o seguinte; que nas entrelinhas da norma regulamentadora existe algo a mais, que vai além; que sobrepõe o cumprimento da norma.
Assim, quando tivermos dentro de cada Técnico de Segurança um pesquisador que estude os riscos em sua raiz, e um contestador que não emudeça em meio a realidade patronal, estaremos no caminho da verdadeira e legítima Segurança.
A Visão do prevencionista "apenas" cumpridor de tarefas inexiste ante as evidências: O índice de acidentes, a complexa e acelerada engenharia de segurança e o mercado cada vez mais competitivo, impõe ao profissional da prevenção posicionamento e atitude de um verdadeiro cientista, essa realidade nos faz compreender o seguinte; que nas entrelinhas da norma regulamentadora existe algo a mais, que vai além; que sobrepõe o cumprimento da norma.
Assim, quando tivermos dentro de cada Técnico de Segurança um pesquisador que estude os riscos em sua raiz, e um contestador que não emudeça em meio a realidade patronal, estaremos no caminho da verdadeira e legítima Segurança.
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